sábado, 21 de julho de 2012

A gigante São Paulo

O clima maravilhoso de São Paulo. Juro que na próxima foto capricharei mais
Depois de sofrer inúmeras tentativas de estafa mental pelas aulas de estatística e de matemática financeira, e, ao final, sobreviver são (??) e salvo, fui acometido por uma crise de garganta devido ao maravilhoso clima que faz em São Paulo. Mas, boas notícias, sobrevivi e voltei. 

Não sou tão piegas para parafrasear o rei Roberto Carlos ("eu voltei, agora para ficar"), mas confesso que deu a vontade de citá-lo em mais um texto que pesquisa o misterioso mundo da paulistanice. 

Hoje, números para a gente brincar.

O nosso querido elefantinho lá no Nordeste possui, segundo o Censo de 2010, pouco mais de 3 milhões de habitantes. O estado de São Paulo, 41 milhões.

Segundo a calculadora e meus aprendizados sobre contas dizem, cabem 13 elefantinhos nossos em todo o estado de São Paulo e ainda sobra espaço.

Mas vamos roubar um pouco (pra gente, é claro). 

Comparemos o todo o glorioso estado do Rio Grande do Norte com a cidade de São Paulo.

O RN continua com seus 3 milhões de comedores de camarão espalhados pelas dunas, praias e também pelo sertão. 

Já a (não vou usar paulicéia, não se preocupem) poluída e cinza São Paulo tem 11 milhões de habitantes.

Fazendo as contas aqui, chegamos ao dado: cabem 3 elefantinhos do RN e mais um pouco só na cidade de São Paulo.

Zimpressionante, diria o matuto. 

E tem mais. 

Lendo o jornal esses dias, vi que só na estação da Barra Funda de ônibus, metrô, trem urbano e agregados passam 200 mil pessoas por dia. 

Quase como se todos os mossoroenses se unissem e decidissem ir a um só lugar, num dia. Um aperreio só. 

Conclusão óbvia: em São Paulo tudo é gigante.

Isso é tão bom, quanto é ruim.

Bons fatores: há uma diversidade tremenda de cores, pessoas, histórias, culturas. São Paulo é como um caldeirão que ferve todos os dias com essa puta mistura (ó o paulistanês aflorando).

O paulistano como pessoa é, até certo ponto, receptivo com isso. Uma nota: todos educados. Nunca ouvi em minha vida tantos 'por favor', 'obrigado', 'bom dia' como nessas três semanas que estou aqui.

Uma certa frieza, porém, medida pelo olhar fixo no metrô, fones no ouvido, geram em nós, que viemos do Nordeste, um estranhamento. 

A vontade é logo de perguntar para pessoa ao lado: "O que danado esse povo tem, heim?".

Quem está mais próximo dos trópicos é acostumado com a mundiçagem (tão bom escrever essas palavras), bagunça, todo mundo falando, se olhando e, de uma certa forma, interagindo, naquela massa sensacional. Podem ter certeza, dá saudade. 

Talvez daí, desta estranha frieza que preciso estudar mais, venha aquela história de "não existe amor em SP". 

Enfim, mas aí é tema para outro post. 

Aliás, um bom tema, apesar do clichê. 

Aguardem (isso se os derivativos, desvios padrão e medianas não torrarem meu cérebro antes).


domingo, 8 de julho de 2012

Rápidas observações sobre São Paulo



- Até quando é quente no inverno (eles chamam de 'veranico'), é frio. 

- O metrô lotado é uma experiência transcendental. Sim, dois corpos ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo.

- Paulistano corre. Na rua, no metrô, no ônibus, na escada rolante (!!!!!!!)

- "Mano", "Meu" e um sotaque meio Rap-periferia-táligado. É engraçado. Mas prefiro o sotaque cantado do Nordeste.

- Jornalista quando se reúne reclama da vida, em Natal, em São Paulo, na China, no Equador, em Trinidad e Tobago...

- Você paga caro para morar. Com malemolência, é possível economizar uma grana em tudo, até na cerveja.

- Há uma boa proporção de mulheres bonitas.

- Até agora, o bar mais legal que bebi tem o nada modesto nome de 'o melhor bar do mundo'.

- São Paulo é sinônimo de contradição. Do mendigo, ao sujeito que anda de Ferrari. Você vê de tudo.


- Mini pão de queijo (12 unidades) com suco de manga: R$ 3. Meu café da manhã. 

- Suco aqui não tem gosto de suco, é tudo industrializado. Mesmo quando está escrito 'suco natural'. Uma colega de Recife confirmou essa percepção.

- Avenida Paulista é a praia do paulistano.

- O clima é maluco.

- Há os que amam a cidade. Há os que odeiam. É "ame-o ou deixe-o". Não há meio termo.

- A cidade é infestada de corinthianos.

- Aqui tem barbearia de verdade. Última vez que tinha ido a uma, ainda morava em Brasília (faz uns 12 anos, no mínimo).

- Revolução Constitucionalista é o Farroupilha paulistano.